The Japan Times - Maduro fortalece posição na América Latina após isolamento impulsionado pelos EUA

EUR -
AED 3.852868
AFN 79.203168
ALL 98.549781
AMD 417.863614
ANG 1.890546
AOA 956.652052
ARS 1101.114587
AUD 1.670888
AWG 1.888128
AZN 1.792885
BAM 1.951521
BBD 2.118056
BDT 127.929522
BGN 1.952799
BHD 0.395327
BIF 3057.719036
BMD 1.04896
BND 1.409496
BOB 7.274981
BRL 6.19138
BSD 1.048995
BTN 90.479199
BWP 14.559939
BYN 3.432957
BYR 20559.620276
BZD 2.10716
CAD 1.510167
CDF 2984.291352
CHF 0.945426
CLF 0.037549
CLP 1036.08949
CNY 7.605958
CNH 7.60449
COP 4402.223796
CRC 530.234964
CUC 1.04896
CUP 27.797446
CVE 110.403172
CZK 25.075378
DJF 186.421518
DKK 7.462335
DOP 64.668646
DZD 141.256164
EGP 52.716022
ERN 15.734403
ETB 132.326111
FJD 2.422015
FKP 0.86391
GBP 0.840747
GEL 3.010342
GGP 0.86391
GHS 15.965323
GIP 0.86391
GMD 77.095796
GNF 9078.750566
GTQ 8.115208
GYD 219.410131
HKD 8.170398
HNL 26.859201
HRK 7.740852
HTG 137.108744
HUF 408.505496
IDR 16989.746414
ILS 3.781711
IMP 0.86391
INR 90.621509
IQD 1374.137886
IRR 44148.112047
ISK 146.319649
JEP 0.86391
JMD 165.127967
JOD 0.74413
JPY 161.838309
KES 135.842052
KGS 91.731372
KHR 4217.868841
KMF 491.221683
KPW 944.064313
KRW 1503.595317
KWD 0.323174
KYD 0.874175
KZT 541.999116
LAK 22856.843284
LBP 93986.835617
LKR 313.131984
LRD 204.67837
LSL 19.280022
LTL 3.097307
LVL 0.634506
LYD 5.155657
MAD 10.462322
MDL 19.459151
MGA 4930.113311
MKD 61.500974
MMK 3406.981871
MNT 3564.366934
MOP 8.41443
MRU 41.82732
MUR 48.565506
MVR 16.164554
MWK 1822.043421
MXN 21.717256
MYR 4.592874
MZN 67.039188
NAD 19.279577
NGN 1615.682246
NIO 38.549236
NOK 11.800163
NPR 144.766917
NZD 1.846254
OMR 0.403812
PAB 1.04899
PEN 3.902654
PGK 4.181943
PHP 61.243018
PKR 292.133907
PLN 4.213256
PYG 8303.794433
QAR 3.81931
RON 4.975112
RSD 117.109096
RUB 102.139595
RWF 1459.103663
SAR 3.934701
SBD 8.852615
SCR 15.020936
SDG 630.424777
SEK 11.48045
SGD 1.410668
SHP 0.86391
SLE 23.802348
SLL 21996.171212
SOS 599.480347
SRD 36.823777
STD 21711.358674
SVC 9.178876
SYP 13638.580741
SZL 19.28015
THB 35.444751
TJS 11.449016
TMT 3.68185
TND 3.333392
TOP 2.45677
TRY 37.490256
TTD 7.133327
TWD 34.490649
TZS 2669.603682
UAH 44.047868
UGX 3870.514132
USD 1.04896
UYU 45.748173
UZS 13610.258865
VES 59.344945
VND 26307.922272
VUV 124.534663
WST 2.937956
XAF 654.515774
XAG 0.03493
XAU 0.000383
XCD 2.834868
XDR 0.801934
XOF 656.648756
XPF 119.331742
YER 261.24321
ZAR 19.666619
ZMK 9441.895241
ZMW 29.240613
ZWL 337.764762
Maduro fortalece posição na América Latina após isolamento impulsionado pelos EUA
Maduro fortalece posição na América Latina após isolamento impulsionado pelos EUA / foto: EVARISTO SA - AFP

Maduro fortalece posição na América Latina após isolamento impulsionado pelos EUA

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, saiu fortalecido diante da política de isolamento diplomático e das sanções de Washington ao receber o apoio de Lula no Brasil, mas a estagnação das negociações com a oposição com vistas às eleições de 2024 ainda gera incertezas, afirmam analistas.

Tamanho do texto:

Maduro tem sido favorecido pela vitória da esquerda em países como Argentina, Colômbia e, finalmente, o Brasil, com o retorno do presidente Lula à Presidência, enquanto seus adversários perderam força na medida em que naufragou sua ofensiva para tirá-lo do poder.

"Acredito que o isolamento político ficou para trás. Até mesmo governos que têm enormes diferenças com o governo Maduro optaram por manter ou reatar as relações diplomáticas", declarou à AFP Mariano de Alba, assessor sênior do International Crisis Group, após a visita do presidente venezuelano a Brasília para uma reunião de presidentes da América do Sul.

Há, no entanto, obstáculos: a estagnação, desde novembro, da mesa de negociações entre Maduro e a oposição para conciliar as condições das próximas eleições presidenciais e as denúncias de violações dos direitos humanos na Venezuela geram confronto.

A reunião em Brasília refletiu essas diferenças. Lula disse que as acusações de autoritarismo contra Maduro eram uma "narrativa construída", provocando duras reações de seus contrapartes do Uruguai, Luis Lacalle Pou, e Chile, Gabriel Boric.

"O pior que podemos fazer é tapar o sol com um dedo", disse Lacalle Pou. "A situação dos direitos humanos na Venezuela não é uma construção de narrativa, é uma realidade", disse Boric.

O cientista político Pablo Andrés Quintero acredita que "a imagem de Lula fortalece a narrativa política de Maduro", o que pode ajudá-lo em uma "agenda de reinserção" internacional para "pressionar" pela suspensão das sanções.

Segundo uma nota da empresa de risco político Eurasia Group, a mudança progressiva na "postura regional" sobre a Venezuela torna "incômodas as políticas isolacionistas" que Washinton mantém, apesar da aproximação com Caracas devido ao impacto da invasão russa à Ucrânia no mercado de petróleo.

- "Direção correta" -

"Tirar Maduro do isolamento" não "é tão fácil", disse uma fonte diplomática do Brasil. "A integração econômica é difícil com as sanções", um tema que depende dos Estados Unidos, acrescentou.

Em seu retorno a Caracas, Maduro comemorou a cúpula como "um passo certeiro na direção correta" para um reencontro entre os governos sul-americanos.

Esse encontro ocorreu pouco mais de um mês depois de o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, organizar, em Bogotá, uma reunião de chanceleres e representantes diplomáticos para tentar "desbloquear" as negociações entre Maduro e a oposição.

Mariano de Alba destaca que a negociação é chave: Lula e Petro, disse, "compram os argumentos de Maduro, mas, ao mesmo tempo, reconhecem que a situação atual não é sustentável", pois a falta de acordos levaria a Venezuela "a uma crise econômica mais profunda" com impacto migratório.

Mais de 7 milhões de venezuelanos migraram por causa da crise, a grande maioria para outros países latino-americanos.

O governo de Joe Biden se declarou disposto a flexibilizar financiamentos se houver acordos, mas Maduro não dá o braço a torcer publicamente.

"Não nos importamos que eles digam algo ou não", disse o presidente socialista em março.

Maduro fez no Brasil sua primeira viagem oficial desde novembro, quando foi ao Egito para a Conferência das Nações Unidos sobre a Mudança Climática, onde encontrou o presidente da França, Emmanuel Macron, que pediu para "diversificar" fontes de fornecimento de petróleo, com abertura para a Venezuela e Irã.

- "Mexer o tabuleiro" -

Enfraquecida e rachada, a oposição tenta se recompor depois que o simbólico "governo interino" do líder opositor Juan Guaidó - reconhecido pelos Estados Unidos e cinquenta países em 2019 - foi eliminado por seus próprios aliados em janeiro.

"Não há garantias de que vamos ter uma eleição competitiva no próximo ano, ou seja, temos que mexer o tabuleiro e o governo dos Estados Unidos tem que ajudar", disse, durante um fórum, o pré-candidato presidencial Henrique Caprilles, que enfrentou nas urnas em 2012 Hugo Chávez (já falecido) e Maduro, em 2013.

Caprilles acredita que o isolamento da Venezuela, "longe de recuperar a democracia", resultou na "estabilização" de Maduro.

Outros líderes opositores como Guaidó, que fugiu para os Estados Unidos em abril, consideram que abandonar essa estratégia é um erro. "Não é narrativa, são crimes sem justiça", publicou no Twitter, acusando Lula de pretender legitimar uma ditadura.

M.Sugiyama--JT